Apresentação aconteceu ontem na Escola dos Serviços Penitenciários (ESP)
Técnicos da Secretaria Estadual das Obras Públicas (SOP) apresentaram ontem à tarde o projeto arquitetônico para a construção da Penitenciária Padrão no Estado, trabalho que foi realizado em conjunto com as secretarias da Educação, Saúde, Segurança, Turismo e também, obviamente, com a SUSEPE.
Estiveram presentes representantes de todos os setores da superintendência e a apresentação foi conduzida pela arquiteta Lisiane Gomes, pelo arquiteto Hélio Boening e pelo diretor de Obras da SOP, o também arquiteto Odir Baccarin.
O modelo apresentado tem área total de 10.863,40 m², capacidade para 600 vagas em regime fechado e 108 para o semiaberto. O projeto contempla novidades como a flexibilidade de implantação, módulo de vivência compacto, parceria com mão-de-obra prisional, recuperação dos detentos, sustentabilidade ambiental, sistema de gestão progressiva e economicidade na infraestrutura.Tais conceitos resultaram em um complexo penitenciário de seis galerias compactas para 96 presos, módulo de saúde aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), área com quadra esportiva, pista de atletismo, palco, sala de aula, biblioteca e um pavilhão de trabalho com 650 m². Dentre as inovações está o recolhimento e paorveitamento das águas pluviais proporcionando redução dos custos.
O diretor de Obras Odir Baccarin, afirmou que o projeto foi pensado como um equipamento urbano que necessita estar inserido no ambiente urbano e foi concebido para qualificar os ambientes para atingir os objetivos de recuperação dos apenados, além de proporcionar melhores condições de tabalho para os servidores penitenciários.
Também foram considerados detalhes como a padronização das edificações, identidade por volumetria e cores, com o objetivo de melhorar a estética dos complexos prisionais no Estado, facilitando assim, a aceitação das prisões nos municípios.
Os arquitetos Lisiane Gomes e Hélio Boening, responsáveis pelo projeto, falaram também que os espaços físicos foram pensados para que possam agregar novas tecnologias que podem futuramente ser implantadas.
A obra hoje está orçada em R$ 23 milhões, podendo variar de acordo com a área em que for construída.
Todos os projetos referentes à Penitenciária Padrão do Estado estão prontos e aguardando o edital de licitação para os municípios de Alegrete, Camaquã, Guaíba e Venâncio Aires. As cidades de Caxias do Sul, Erechim e Canoas ainda aguardam o levantamento topográfico para que seja dada continuidade ao processo.
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Conversando com alguns colegas bem mais entendidos em questões sobre segurança das casas prisionais, me chamou a atenção as várias críticas a respeito desse projeto, o que me leva a fazer duas suposições: ou não chamaram as pessoas certas para representar a SUSEPE quando da sua elaboração, ou os arquitetos coordenadores resolveram não dar a atenção devida às recomendações dos nossos técnicos.
Não acho correto que tenhamos penitenciárias tão diferentes em relação à estrutura física espalhadas por todo o Estado. Esse não é o tipo de construção para arquitetos desenvolverem suas habilidades criativas e/ou inventivas, cada vez que forem elaborar seus projetos. Há muito tempo tínhamos que possuir no máximo uns cinco projetos prontos e uniformizados de penitenciárias, alterando apenas o porte. Prisões para 150, 250, 350, 450 e 500 presos e pronto. O projeto para 500 presos seria de segurança máxima e teríamos que possuir, no mínimo um por região. Ali seriam recolhidos os detentos de maior periculosidade e possuiria um regulamento interno rigoroso.
Os demais seriam construídos conforme a demanda de cada localidade e procurando construir mais presídios menores e em mais municípios.




